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sábado, 25 de setembro de 2010

Que seja doce

“Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol
Ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce.
Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia,
Contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo;
Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder.
Tudo é tão vago como se fosse nada.”
(Caio Fernando Abreu – “Os dragões não conhecem o paraíso”)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010



Dizem que a alma não
é nada mais que o corpo.
E também, que o corpo não
é mais do que a alma.
E nada, nem mesmo Deus,
é maior do que a necessidade de um pelo outro.
Ouço e vejo Deus em tudo.
Mas não entendo muito de Deus.
Penso no que pode ser mais maravilhoso do que eu mesmo?
No rosto de homens e mulheres
Vejo a Deus, mas no espelho o meu.
Encontro cartas de Deus
pela cidade e todas com sua assinatura.


Mas as deixo onde estão.
Porque sei que, vá para onde for...
outros a encontrarão no seu devido tempo.
Pontualmente por todo o sempre.

Do filme "Sempre ao seu lado"

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sim. Falo em criar laços, isso que talvez hoje chamemos de solidificar as raízes ou unir os cordões umbilicais.
Desejo um cás, um refúgio, um porto seguro. Por onde começo então a busca? Onde andará essa parte que a mim acrescentará elementos, talvez nem tão bons assim, mas que somará a mim e que se fará necessário, embora com risos ou choros, um novo eu daqui a pouco.


E se acharem por aí esse pedacinho desordenado de mim, favor me procurar.